Chorei como nunca antes.
Mijei de rir.
Viajei com amigas.
Conheceram minha chatice crônica.
Discuti.
Quebrei a cara.
Não respirei direito.
Amei ardentemente.
Pulei de cama elástica.
Andei de carrinho de Supermercado.
Redescobri Peanuts e Calvin e Haroldo.
Fugi algumas vezes para não demonstrar amor.
Demonstrei amor.
Tentei não amar.
Fugi de novo.
Voltei. Inúmeras vezes.
Acreditei.
Chorei.
Quis não acreditar.
Conheci muita gente boa.
Ensinei muitas coisas (inúteis) à sobrinha.
Comprei minha canon monstrinho.
Comprei Macanudo #1 e Bonjour *-*
Participei de concurso de poesia e fui premiada.
Vi gotas de chuva caírem a bailar (Dentre as coisas mais lindas que vi).
Encontrei amigos ‘virtuais’.
Chorei com tirinhas, músicas, palavras.
Não soube o que queria ser.
Soube o que não queria ser.
Reaprendi a paquerar. HAHAHA’
Conheci a melhor banda do Universo - The Script.
Só gostei de The Script porque estive deprê.
Conheci o que é dormir embalada/abraçada/ninada.
Fiz algumas coisas pela primeira vez.
Tive amigos em todos os momentos.
Redescobri quem eu sou.
Conheci Switchfoot e Hello Hurricane e Sing Out e umas outras coisas boas.
Fui paparicada.
Fui amada.
Esqueci que esperam maturidade de mim e deixei minha criança brincar.
Brinquei. Brinquei de luz, de cor, de som, de chuva, de sabores e texturas, de letras e visões.
Senti esse nó na garganta que sinto agora.
Respirei. Respirei algumas vezes e tão intesamente que me senti flutuar.
Viajei. Viajei um bucado.
Conheci mais de perto Phil Wickham e isso trouxe paz aos meus dias de guerra.
Ajudei a ajudar.
Quase morri de arrependimento por não ter dito: estou aqui.
Fiz 26 anos e me senti velha.
Amigos de 52 anos fizeram sentir-me uma criança.
Conheci Thalles Roberto e vibrei.
Cozinhei para amigos. Já posso casar! Foi o que disseram.
Quis casar HAHAHA’ Imaginei minha vida com uma pessoa por quase todos os dias do ano.
Chorei com a morte de David Wilkerson.
Arrepiei com a pacificação das favelas no Rio.
Barganhei diversos clássicos da Literatura. Não li quase nenhum.
Conheci Machado de Assis e Capitolina e Bentinho e me encantei.
Andei de metrô. E sorri. Sorri muito.
Trabalhei bastante. Pra chefa e pros amigos.
Comprei camisa do Bob Esponja.
Deixei meu celular ligado e perto de mim.
Escrevi.
Escrevi e não mandei.
Senti e não disse.
Disse e me arrependi.
Arrependi porque mostrar amor demais sempre não é bom. Né!?
Amei e amando me conheci e conheci a dor.
A dor de ansiedade e da dúvida.
Quando achei que era alvo do amor dele, logo vi que não era,
quando achei que era, poderia não ser, porque se fosse já teria sido.
Em amando, sorri. Em sorrir encontrei forças. Na força achei a esperança.
Na esperança, posso olhar para um futuro seguro.
E em um futuro seguro não cabem tristezas passadas.
Portanto, 2011 é com muita alegria que te deixo pra trás e é com muita gratidão
que corro para você 2012, acreditando que Deus sabe por onde tem me conduzido.